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Entrevista com Fabricio da Costa Dias – Coordenador de GT do CAEduca 2026

O entrevistado da vez é Fabricio da Costa Dias.

Fabricio da Costa Dias Sólida formação e atuação interdisciplinar nas áreas de Engenharia, Inovação, Educação e Gestão. Trajetória profissional reúne experiência acadêmica em nível superior de 13 anos e significativa vivência de mercado de 26 anos, incluindo atuação em atividades relacionadas ao setor de petróleo, gestão empresarial e desenvolvimento tecnológico. Expressiva experiência como docente no ensino superior, coordenador de curso e coordenador acadêmico de um campus universitário com mais de 4 mil alunos e vinte cursos de graduação (presencial, semipresencial e EAD). Atua como revisor de periódicos científicos (Simpósio de Engenharia de Produção – SIMEP, Simpósio da Engenharia de Produção – SIMPEP, Seminários em Administração da FEA/USP – SEMEAD e Congresso Internacional de Administração – ADM), contribuindo para a avaliação e disseminação da produção científica. Avaliador do Ministério da Educação (MEC)/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) de instituições e cursos de ensino superior no país para os atos de Autorização, Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento na área de Ciências Exatas. Apresenta ampla produção acadêmica, com mais de 100 publicações em periódicos, livros, capítulos, eventos científicos e trabalhos de abrangência nacional e internacional. Por fim, possui significativa participação em mais de 370 bancas de trabalhos acadêmicos, incluindo avaliações de graduação, mestrado, doutorado e exames de qualificação. 

1) Você foi selecionada para coordenar um dos Grupos de Trabalho do CAEduca. Nos conte um pouco como foi a sua trajetória acadêmica até esta seleção.

Minha trajetória acadêmica foi construída pela integração entre formação técnica e prática desenvolvida durante anos. Ao longo dessa caminhada, avancei da graduação, pós-graduação, mestrado, até chegar ao doutorado, aprofundando meus conhecimentos. Paralelamente à atuação no mercado, consolidei uma trajetória de mais de uma década na docência do ensino superior, lecionando e coordenando curso de graduação. A pesquisa passou a ocupar espaço central nessa trajetória, com participação em grupos de pesquisa e desenvolvimento de estudos relacionados à gestão, inovação, tecnologia e sustentabilidade. Essa experiência também se refletiu em publicações científicas, orientações, participação em bancas e atuação como revisor de periódicos. Assim, vejo a seleção para coordenar o GT de Educação Empreendedora, Inovação e Competências Futuras como resultado de uma trajetória construída na convergência entre engenharia, academia, mercado, pesquisa e formação de pessoas. 

2) O que mais lhe chamou atenção no CAEduca?

O que mais me chamou a atenção no CAEduca é sua proposta de unir uma rede internacional de acadêmicos em torno de pesquisas multidisciplinares e reflexões de alta qualidade sobre educação. Também considero muito relevante o caráter democrático da iniciativa, que valoriza a participação da comunidade acadêmica por meio dos Grupos de Trabalho, pesquisas e atividades permanentes. Outro diferencial é a utilização da tecnologia para ampliar a interação e superar fronteiras geográficas, aproximando pesquisadores e diferentes perspectivas sobre a educação. A possibilidade de transformar os debates acadêmicos em produção científica, inclusive por meio da publicação dos trabalhos em livros, é um grande legado do congresso. Por isso, vejo o CAEduca como um espaço de diálogo, colaboração e construção coletiva de conhecimento voltado aos desafios presentes e futuros da educação.

3) A temática do seu GT é fundamental para pensar a educação de maneira interdisciplinar. O que você concebe como principal desafio da temática?

O principal desafio é preparar a educação para formar pessoas capazes de lidar com um mundo em constante transformação, no qual o conhecimento técnico já não é suficiente. É necessário integrar empreendedorismo, inovação e competências socioemocionais ao processo educacional, aproximando teoria, prática e realidade profissional. Outro desafio é estimular uma cultura de aprendizagem contínua, criatividade e capacidade de adaptação diante das novas tecnologias e demandas da sociedade. Nesse sentido, acredito que o grande desafio do GT seja pensar uma educação que não apenas prepare para o futuro, mas que também desenvolva pessoas capazes de construir e transformar esse futuro.

4) Bom, outros pessoas vão se espelhar em você para participarem das próximas iniciativas do CAEduca. Que dica final você daria para que possam produzir textos de qualidade e inovadores?

Minha principal dica é partir de um tema original e relevante, formulando com clareza o problema e os objetivos da pesquisa. É fundamental escolher uma metodologia adequada, garantindo coerência e profundidade na análise e na discussão dos resultados. Um trabalho de qualidade deve apresentar contribuições teóricas e/ou práticas capazes de ampliar o conhecimento e gerar impacto na realidade educacional. Além do conteúdo, é essencial cuidar da estrutura, da fluidez, da clareza e da utilização adequada da linguagem científica. Por fim, acredito que a inovação acadêmica nasce da combinação entre uma boa pergunta, rigor científico e a capacidade de apresentar novas perspectivas para problemas relevantes.

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