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Entrevista com Geovana de Morais da Silva – Coordenador de GT do CAEduca 2026

O entrevistado da vez é Geovana de Morais da Silva.

Geovana de Morais da Silva Pesquisadora nas áreas de Educação Inclusiva, Acessibilidade e Diversidade na Amazônia, poetisa e autora das obras literárias: SOU MATINTA (2024), do 1º TUCUJÚ LITERÁRIO (2023), do MURUWAKÃ (2025), e do 2º TUCUJÚ LITERÁRIO (2026). São poesias publicadas e aplicadas na educação básica. 

1) Você foi selecionada para coordenar um dos Grupos de Trabalho do CAEduca. Nos conte um pouco como foi a sua trajetória acadêmica até esta seleção.

Minha trajetória é fruto de um compromisso contínuo com o desenvolvimento profissional docente e com a transformação da escola pública na Amazônia. Ao longo de 24 anos atuando no chão da escola da Educação Básica — sendo 20 anos como servidora pública —, percebi que a prática em sala de aula precisa caminhar de mãos dadas com a reflexão crítica. Foi a inquietude do cotidiano escolar e o desejo de responder aos desafios da inclusão e da diversidade que me impulsionaram a buscar a formação continuada e a me constituir enquanto professorapesquisadora. Essa busca deliberada por aprimoramento levou-me à pós-graduação stricto sensu, onde encontrei no ProfHistória/UNIFAP o espaço ideal para investigar e transformar a minha própria prática e a de meus pares. No mestrado profissional, dediquei-me à reflexividade docente; hoje, no doutorado, aprofundo a pesquisa sobre o desenvolvimento profissional de professores e o impacto da formação continuada na Educação Básica. A chegada à coordenação deste GT no CAEduca é o desdobramento natural desse percurso pautado na investigação científica aplicada, no fortalecimento da docência e na defesa da educação, da inclusão e da diversidade no território amazônico.

2) O que mais lhe chamou atenção no CAEduca?

OO que mais me atrai no CAEduca é seu caráter verdadeiramente interinstitucional e a abertura para debates interdisciplinares e inclusivos. O evento se destaca por conectar diferentes realidades educacionais do país e criar uma rede democrática de produção de conhecimento, permitindo que as especificidades e saberes do contexto amazônico dialoguem na mesma linearidade com a agenda nacional e internacional da educação.

3) A temática do seu GT é fundamental para pensar a educação de maneira interdisciplinar. O que você concebe como principal desafio da temática?

O principal desafio de “Educação, Acessibilidade e Diversidade na Amazônia” é superar a lógica da inclusão meramente formal para efetivar uma prática pedagógica atenta às territorialidades e especificidades locais. Na Amazônia, enfrentamos a necessidade de alinhar recursos de acessibilidade e tecnologias assistivas às realidades geográficas e socioeconômicas da região, respeitando e valorizando as identidades étnico-raciais, quilombolas e ribeirinhas. O desafio é garantir o acesso, a permanência e a aprendizagem real sem invisibilizar as diversidades do território.

4) Bom, outros pessoas vão se espelhar em você para participarem das próximas iniciativas do CAEduca. Que dica final você daria para que possam produzir textos de qualidade e inovadores?

Minha dica é ancorar a pesquisa científica na realidade prática e social. Um texto de qualidade e inovador surge quando articulamos uma fundamentação teórica sólida com um olhar atento aos desafios do cotidiano escolar e territorial. Escrevam a partir de suas vivências, priorizem a ética, a interdisciplinaridade e busquem propor soluções práticas para a transformação social. A inovação na escrita acadêmica nasce da coragem de dar voz aos sujeitos e de enxergar a diversidade como potência.

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