A entrevistada da vez é Viviane Martiniuk.

Viviane Martiniuk Doutoranda em Direito (FADISP); Mestranda (bolsista da CAPES) em Ciências da Natureza (UFSCAR) e Mestre em Direito (UNIMEP). Graduada em Direito e Administração pela FKB (Itapetininga), com pós-graduações nas áreas de Direito, Gestão e Psicologia, além de uma que acabou de concluir de Inteligência Artificial e Learning Machine. Licenciada em Pedagogia e Letras. Advogada há 16 anos, possui forte histórico institucional na OAB/SP, participando de várias Comissões Temáticas da instituição. Atualmente é Vice-Presidente da Comissão da Jovem Advocacia e Coordenadora do projeto “OAB vai à Escola” em Buri/SP. No campo acadêmico, leciona desde 2011, com experiência na coordenação de curso de Administração e atualmente como docente de Direito na Anhanguera Educacional – Itapeva/SP. É autora de diversos artigos científicos e capítulos de livros, contribuindo para o debate doutrinário nacional, além de Palestrante sobre os diversos temas da atualidade. Atuou como coordenadora regional da Escola Superior da Advocacia – ESA/SP – Núcleo 21 (Gestão 2022–2025); como coordenadora do curso de Administração na FAIT/Itapeva-SP e como. Foi professora de Metodologia do Trabalho Científico do curso de Psicologia da FAIT/Itapeva, além de ser ‘professora transitória’ em outros cursos: Engenharia Elétrica e Civil; Fisioterapia; Educação Física e Pedagogia na mesma instituição. É autora de diversas publicações, além de capítulos de livro. É parecerista do IBEROJUR – Instituto Iberoamericado de Estudos Jurídicos) e professora revisora (ou peers) para congressos da UEPG – Universidade estadual de Ponta Grossa – PR (curso de Administração). Tem um perfil no site Academia.edu (https://fadisp.academia.edu/VIVIANECRISTINAMARTINIUK) onde agrupa todos os seus trabalhos de pesquisa – publicados ou não. Participou do 1º Caed-jus em 2016 e após do CAEduca.
1) Você foi selecionada para coordenar um dos Grupos de Trabalho do CAEduca. Nos conte um pouco como foi a sua trajetória acadêmica até esta seleção.
A trajetória acadêmica e profissional relatada tem origem em uma família humilde e semialfabetizada, com educação básica integral em escola pública. Diante da ausência de instituições públicas de ensino superior na região de origem, com recursos próprios cursei Administração como primeira graduação. Durante pós-graduação em Gestão Empresarial e Marketing, recebi a indicação de uma professora de que eu tinha aptidão para o Direito. Não obstante, criei coragem e entrei no curso de Direito em 2004 e finalizei em 2008, seguido de várias especializações Lato Sensu.
Atuei como servidora pública municipal durante a maior parte da vida profissional, até aprovação no exame da OAB, que redirecionou definitivamente minha atividade para a advocacia, exercida desde então. Ingressei no curso de mestrado em Direito pela UNIMEP, motivada pela atuação docente de quinze anos em magistério superior, ensino técnico e cursos de treinamento. Atualmente curso doutorado na FADISP, com qualificação prevista para novembro de 2026 e recententemente fui aprovada em primeiro lugar em processo seletivo da UFSCar, campus Lagoa do Sino, em Buri (SP), para cursar o Mestrado em Ciências da Natureza, onde desenvolvo pesquisa interdisciplinar articulando Direito, Ruralidades e Agroecologia como bolsista da CAPES. A produção acadêmica resultante destina-se a aplicação no CAEDUCA e no CAEDJUS, com objetivo de projeção profissional em âmbito nacional.
2) O que mais lhe chamou atenção no CAEduca?
O CAEduca e o CAED-Jus operam em formato integralmente virtual, eliminando deslocamento, hospedagem e afastamento da atividade profissional. O pagamento é exigido somente após aprovação do trabalho, o que facilita para o profissinal que deseja mostrar o seu trabalho. A organização em grupos de trabalho temáticos, com mediação de coordenadores, direciona o debate conforme o objeto de pesquisa.
A submissão admite artigo completo ou resumo expandido, com possibilidade de coautoria. A avaliação observa critérios de originalidade, mérito acadêmico, organização teórica e relevância jurídica ou educacional. A apresentação ocorre por vídeo gravado pelo autor, sem exigência de exposição simultânea em horário fixo. O trabalho aprovado é publicado em livro impresso e digital com ISBN.
A publicação com ISBN constitui produção bibliográfica formalmente registrada, aproveitável em currículo Lattes, processos seletivos docentes, provas de títulos em concursos públicos e comprovação de produção intelectual em progressões acadêmicas, somando-se a certificação de horas ao acervo de formação continuada. A dimensão internacional dos conselhos amplia a rede de interlocução para além do círculo local. O congresso constitui, ainda, espaço de teste de teses perante pares, com registro permanente e recuperável da autoria da formulação.
3) A temática do seu GT é fundamental para pensar a educação de maneira interdisciplinar. O que você concebe como principal desafio da temática?
O principal desafio reside em transpor as barreiras disciplinares tradicionais, superando a fragmentação do conhecimento acadêmico. Trata-se de articular teorias complexas e práticas sociais concretas sem perder o rigor científico. A efetivação dessa abordagem exige a superação de resistências institucionais arraigadas nas estruturas universitárias convencionais. É fundamental promover um diálogo horizontal entre saberes formais e empíricos, especialmente em contextos socioambientais vulneráveis. Outro obstáculo crítico é a formação de pesquisadores e docentes capacitados para atuar nessa interface metodológica ampla. A práxis interdisciplinar precisa deixar de ser um discurso teórico abstrato e materializar-se em políticas públicas. O engajamento comunitário deve integrar a base da construção epistemológica, validando saberes locais e tradicionais. A sustentabilidade e a agroecologia exigem respostas rápidas que a compartimentalização das ciências já não consegue suprir. O desafio final é consolidar essa perspectiva como eixo estruturante na formação cidadã e crítica.
4) Bom, outros pessoas vão se espelhar em você para participarem das próximas iniciativas do CAEduca. Que dica final você daria para que possam produzir textos de qualidade e inovadores?
A excelência na produção textual acadêmica exige rigor metodológico, clareza argumentativa e profundo engajamento com a realidade social. É fundamental manter-se atento e atualizado diuturnamente sobre o cenário político brasileiro e suas transformações institucionais. A leitura constante e o acompanhamento crítico da conjuntura nacional permitem conectar o referencial teórico às demandas concretas do país. A inovação surge da capacidade de articular a pesquisa científica aos desafios contemporâneos vivenciados nos territórios. Recomenda-se uma escrita autêntica que privilegie a problematização dos fatos em detrimento da mera repetição de conceitos abstratos. A lapidação constante das ideias e a revisão textual rigorosa garantem a densidade necessária para publicações de impacto.
Gostou da entrevista? Não esqueça de comentar e compartilhar.
Para mais informações sobre o CAEduca e se cadastrar para novidades, visite o site www.caeduca.com




