O entrevistado da vez é Lucas Lemos Walmrath.

Lucas Lemos Walmrath é membro dos núcleos de pesquisas Desenvolvimento, Trabalho e Ambiente (DTA, https://www.nucleodta.org/inicio), do Laboratório de Economia Política da Corporação (LEPoC, https://sites.google.com/view/lepoc/p%C3%A1gina-inicial), do ramo de pesquisas Trabalho, Inclusão e Equidade do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT Trabalho, Eixo 6 – As implicações da crise ambiental e da transição energética para o trabalho, https://inct-trabalho.org/portal/) e do Brazilian Research in Auto Industry (BRAIN, https://www.brainautomotive.org/) e . Sua tese de Doutorado foi indicada para o Prêmio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) de melhor tese em Sociologia do ano de 2026. Ela será publicada em breve no formato de livro pela coleção Sociologia e Antropologia da Editora 7Letras.
1) Você foi selecionada para coordenar um dos Grupos de Trabalho do CAEduca. Nos conte um pouco como foi a sua trajetória acadêmica até esta seleção.
Minha trajetória acadêmica se concentra nas Ciências Sociais, mais especificamente na Sociologia. Ao longo de minha carreira me dediquei sobretudo às Sociologias Econômica, do Trabalho e, mais recentemente, do Meio Ambiente. No ano passado tive o prazer de participar do CAEduca como convidado, enviando um vídeo no qual comentava um texto para o evento. A oportunidade surgiu novamente neste ano, mas desta vez na forma de coordenação de um GT.
2) O que mais lhe chamou atenção no CAEduca?
A organização e a periodicidade do CAEduca chamaram minha atenção desde minha primeira participação, no ano passado. A ampla gama de assuntos abordados permite também uma troca verdadeiramente interdisciplinar de pesquisadores unidos pela questão da educação.
3) A temática do seu GT é fundamental para pensar a educação de maneira interdisciplinar. O que você concebe como principal desafio da temática?
Na condição de organizador do GT sobre Ensino crítico da sustentabilidade integral, o principal é certamente o de empoderar alunxs como sujeitos de transformação ativa da realidade diante da crise socioambiental que se impõe. Para os que estudam, ensinam e militam nesta seara, é fácil cair na apatia de que não há nada que possa ser feito. Acredito que a educação cumpre papel central para munir estudantes com as ferramentas teóricas e empíricas para mobilizarem o debate público em torno de pautas verdadeiramente alinhadas com a sustentabilidade, pensando o bem-estar atual ao mesmo tempo que se asseguram as condições de vida das próximas gerações.
4) Bom, outros pessoas vão se espelhar em você para participarem das próximas iniciativas do CAEduca. Que dica final você daria para que possam produzir textos de qualidade e inovadores?
A minha principal dica para produzir textos de qualidade é redigí-los de maneira clara. Eu, particularmente, sempre separo meus argumentos em pontos, e só após concluir meu pensamento os converto em um texto corrido. Ademais, é sempre recomendável que estejamos atentos a todas as áreas do saber se quisermos realmente impactar a academia e o debate público com inovação pertinente.
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