O entrevistado da vez é Bianca Martins da Costa Quintas.

Bianca Martins da Costa Quintas Graduada em Relações Internacionais pelo Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Doutoranda e Mestre em Economia Política Internacional pelo Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
1) Você foi selecionada para coordenar um dos Grupos de Trabalho do CAEduca. Nos conte um pouco como foi a sua trajetória acadêmica até esta seleção.
Minha trajetória acadêmica segue uma linha multidisciplinar, assim como a do CAEduca. Comecei a graduação em Ciências Econômicas e, após cinco períodos, migrei para Relações Internacionais. Nesse curso, aprofundei meus conhecimentos sobre as dinâmicas do sistema internacional, despertando meu interesse pela pesquisa. A escolha pela pós-graduação em Economia Política Internacional na UFRJ se deu pela minha admiração pelo corpo docente e por um programa voltado à análise de conjunturas nacionais e internacionais e das transformações do sistema internacional. Paralelamente, como pesquisadora, participei do monitoramento de normas regulatórias ambientais europeias com efeitos extraterritoriais, experiência que me possibilitou, junto a meus colegas, a ter a oportunidade de coordenar o grupo de trabalho “Ensino Crítico da Sustentabilidade Integral.
2) O que mais lhe chamou atenção no CAEduca?
O Conselho Internacional de Altos Estudos em Educação chamou minha atenção pela composição de seu Conselho Superior, formado por acadêmicos de instituições brasileiras e internacionais; pela oferta de cursos gratuitos que auxiliam pesquisadores no desenvolvimento de suas carreiras acadêmicas; e, especialmente, pela estrutura integrativa de seus eventos online. Essa proposta possibilita a participação de pesquisadores de diferentes nacionalidades, que podem apresentar suas produções de acordo com seus interesses e contribuir para discussões compartilhadas.
3) A temática do seu GT é fundamental para pensar a educação de maneira interdisciplinar. O que você concebe como principal desafio da temática?
Considero que o principal desafio é superar a fragmentação do conhecimento e promover uma abordagem verdadeiramente interdisciplinar da sustentabilidade. Isso implica compreender que questões ambientais, sociais, econômicas e políticas estão profundamente interligadas e não podem ser analisadas de forma isolada. No campo da educação, esse desafio envolve estimular o pensamento crítico e formar indivíduos capazes de compreender essas interações e atuar de maneira consciente na transformação da realidade.
4) Bom, outros pessoas vão se espelhar em você para participarem das próximas iniciativas do CAEduca. Que dica final você daria para que possam produzir textos de qualidade e inovadores?
Minha dica seria aproveitar as oportunidades de diálogo e troca com outros pesquisadores, pois diferentes perspectivas podem contribuir para enriquecer e inovar uma pesquisa. Além disso, acredito ser importante ir além da identificação dos problemas e buscar propostas de solução que sejam factíveis e aplicáveis à realidade. A pesquisa também pode ser um instrumento para propor e disseminar soluções, ampliando o alcance do conhecimento produzido e sua contribuição para a sociedade.
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