Entrevista com Mayara da Costa e Silva – Coordenadora de GT do CAEduca 2021

A entrevistado desta vez é Mayara da Costa e Silva

Mayara da Costa e Silva  é Doutoranda em Comunicação Social pela Universidade de Brasília. Mestra em Comunicação Social pela Universidade Federal do Piauí. Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Piauí. Atualmente pesquisa sobre públicos e o consumo de notícias nas redes sociais digitais. É idealizadora do projeto Blogueirinha Acadêmica nas redes sociais (@blogueirinhaacademica) onde apresenta conteúdo digital sobre pesquisa científica e metodologias científicas para a área das ciências humanas / sociais aplicadas. É integrante do grupo de pesquisa Pauta Gênero – Observatório de Comunicação e Desigualdades de Gênero da Universidade Federal do Mato Grosso. É Colunista do site Comunicolog onde apresenta textos sobre Pesquisa Científica e Comunicação. É Professora Colaboradora do Curso Inclusivo Direito e Ciência (do Piauí) que auxilia pessoas negras e pessoas com deficiência (PDC) que queiram ingressar no Mestrado em Direito da Universidade Federal do Piauí.

É também Coordenadora do GT EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA do CAEduca 2021.

1) Você foi selecionada para coordenar um dos Grupos de Trabalho do CAEduca. Nos conte um pouco como foi a sua trajetória acadêmica até esta seleção.

Sou Mestra em Comunicação Social e Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Piauí. Atualmente faço Doutorado em Comunicação Social pela Universidade de Brasília. Também sou produtora de conteúdo digital no qual tenho um perfil nas redes sociais chamado Blogueirinha Acadêmica onde falo sobre pesquisa científica de uma forma mais acessível com uma linguagem mais dinâmica, leve e interativa. O perfil “nasceu” no final de 2020, durante a pandemia da Covid 19, com a intenção de ajudar pessoas que querem entrar no Mestrado / Doutorado e que querem fazer trabalhos científicos, mas possuem algumas dificuldades, seja na escrita científica ou como produzir / publicar trabalhos científicos ou que não sabem qual o primeiro passo dar para ingressar no “mundo acadêmico” A partir disso comecei a pesquisar outros perfis parecidos com os conteúdos que eu postava e acabei encontrando o perfil do CAEduca no Instagram. Coincidentemente estava aberta a chamada para o CAEduca 2021 então me inscrevi e, com muita alegria, fui aprovada para coordenar o GT de Educação e Tecnologia.

2) O que mais lhe chamou atenção no CAEduca?

O que mais me chamou atenção no CAEduca foi a questão de ser um Congresso Internacional e multidisciplinar que consegue abranger as mais diversas áreas do conhecimento desde que se possa fazer uma ligação com a área da Educação.  Essa perspectiva multidisciplinar que engloba pesquisas científicas e de alta qualidade  permite abrir nossa mente em relação aos assuntos abordados nas mais diversas áreas do conhecimento. Além disso, o evento se torna inovador por acontecer de forma 100 % on line. Isso permite com que pesquisadores científicos do mundo inteiro possam participar e compartilhar conhecimento sem precisar se preocupar com deslocamento (questão geográfica) e questões financeiras de alto custo (como hospedagem, passagens, alimentação, etc).

3) A temática do seu GT é fundamental para pensar a educação de maneira interdisciplinar. O que você concebe como principal desafio da temática?

A temática do meu GT é Educação e Tecnologia. Atualmente estamos vivendo um momento que, na verdade, já é definido como um período histórico que é a Pandemia da Covid-19. Em um momento que o mundo inteiro precisou se readaptar e adquirir novas práticas, novos hábitos, não há como se deixar de lado a questão da educação que também passa por momentos de readaptação como, por exemplo, as aulas remotas. Isso é um grande desafio tanto para professores quanto para alunos que tiveram que aprender a usar novas ferramentas tecnológicas por exemplo. Sem contar com a própria questão do ensino aprendizagem que é bem diferente do que estamos acostumados com as aulas presenciais.  Acredito que neste momento, o principal desafio da temática do meu GT, Educação e Tecnologia, é justamente falar, refletir, analisar, discutir como está sendo a Educação em tempos de Corona vírus. Como professores e alunos estão lidando com isso? Como está a saúde mental deles tendo que trabalhar e estudar remotamente e, mesmo assim, tendo que cumprir prazos já estabelecidos por órgãos superiores? Como “avaliar” o desenvolvimento dos alunos e saber se de fato eles estão aprendendo o conteúdo diante dessa situação tão crítica? Enfim, são muitas dúvidas que surgem e todas elas são passíveis de reflexões diante do cenário atual até mesmo para servir como buscas de soluções, quem sabe, para o futuro. Outra questão que também consigo enxergar como desafio do meu GT tem a ver com: como a Educação se relaciona com as tecnologias a exemplo das redes sociais digitais?

4) Bom, outros pessoas vão se espelhar em você para participarem das próximas iniciativas do CAEduca. Que dica final você daria para que possam produzir textos de qualidade e inovadores

A dica que eu dou é que para produzir um texto inovador e de qualidade você tem que escolher uma temática que você se identifique, mas que tenha relevância científica. Para isso pesquise sobre outros trabalhos científicos como dissertações, teses e / ou artigos científicos que falem sobre a sua temática e veja como esses textos foram construídos. Use as tecnologias a seu favor e descubra perfis acadêmicos tanto no Instagram, Facebook, Youtube e outras plataformas digitais que ensinam e trazem muito conteúdo interessante sobre pesquisa científica. É uma forma de você aprender bastante coisa sem sair de casa e de forma gratuita (muitas vezes). Existem muitos conteúdos bons sendo elaborados por jovens pesquisadores científicos e isso traz uma aproximação na linguagem de quem consome esses conteúdos de divulgação científica. A outra dica é que para você escrever textos científicos você tem que ler outros textos científicos e começar a escrever o seu. No início parece difícil, mas tudo é uma questão de prática. Aos poucos você vai melhorando sua escrita e conseguindo produzir mais e mais. É imprescindível também ter noções (pelo menos as noções básicas, isto é as mais gerais) das regras que regem a Associação Brasileira de Normas Técnicas, a famosa ABNT para escrever textos científicos. Então procure por cursos de formação complementar na internet por exemplo. Muitas universidades e produtores de conteúdos científicos oferecem oficinas, workshops, lives, palestras sobre isso. O importante é ir atrás, ler, se organizar e começar a praticar sua escrita científica.

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