A entrevistada da vez é Daiana Fagundes Dos Santos Carboni.

Daiana Fagundes Dos Santos Carboni Autora dos livros: O COMBATE AO CRIME GRAVE TRANSNACIONAL – BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS – NA FIGURA DA PRCOURADORIA EUROPEIA; e DIREITO À REDESIGNAÇÃO SEXUAL E SUA ADEQUAÇÃO REGISTRAL FRENTE AO PRINCÍPIO DA IGNIDADE DA PESSOA HUMANA (segunda edição).
1) Você foi selecionada para coordenar um dos Grupos de Trabalho do CAEduca. Nos conte um pouco como foi a sua trajetória acadêmica até esta seleção.
Minha trajetória acadêmica é marcada pela formação jurídica e pelo interesse crescente nas transformações promovidas pela tecnologia. Sou Mestre em Direito pela Universidade de Coimbra, com título reconhecido pela UFMG, e possuo formação complementar em diferentes áreas, com destaque para Direito Digital, Governança e Compliance. Atualmente, direciono meus estudos e pesquisas para a Inteligência Artificial, especialmente os seus impactos jurídicos, éticos e sociais e sua relação com a proteção de direitos fundamentais. A coordenação do GT Tecnologia, IA e Educação do CAEduca representa uma oportunidade de integrar essa trajetória acadêmica ao debate sobre o uso ético, responsável e inovador da IA na educação.
2) O que mais lhe chamou atenção no CAEduca?
O que mais me chamou atenção no CAEduca foi a proposta de promover um espaço de construção coletiva e interdisciplinar do conhecimento, reunindo diferentes perspectivas em torno dos desafios contemporâneos da educação. Destaco, especialmente, a abertura para o debate sobre tecnologia e Inteligência Artificial, temas que vêm transformando profundamente as formas de ensinar, aprender e produzir conhecimento. Também considero relevante a preocupação em refletir sobre essas inovações de maneira crítica, ética e responsável, colocando a educação e o desenvolvimento humano no centro dessa transformação.
3) A temática do seu GT é fundamental para pensar a educação de maneira interdisciplinar. O que você concebe como principal desafio da temática?
Considero que o principal desafio é incorporar a Inteligência Artificial à educação sem perder de vista a dimensão humana do processo educativo. A tecnologia oferece inúmeras possibilidades para ampliar o acesso ao conhecimento, personalizar a aprendizagem e apoiar educadores, mas, também, apresenta desafios relacionados à ética, à proteção de dados, à desigualdade de acesso e ao uso crítico das informações. Nesse contexto, é fundamental desenvolver uma cultura de uso consciente e responsável da IA, na qual a tecnologia seja uma ferramenta de apoio à educação, e não uma substituta do pensamento crítico, da criatividade e das relações humanas.
4) Bom, outros pessoas vão se espelhar em você para participarem das próximas iniciativas do CAEduca. Que dica final você daria para que possam produzir textos de qualidade e inovadores?
Minha principal dica é unir conhecimento, curiosidade e pensamento crítico. Um texto de qualidade nasce de uma boa pesquisa, de fontes confiáveis e da capacidade de apresentar ideias com clareza, coerência e fundamento. Para inovar, é importante ir além do que já está posto, estabelecer conexões entre diferentes áreas e formular novos questionamentos. A tecnologia e a Inteligência Artificial podem ser excelentes ferramentas de apoio, mas não substituem a autoria, a reflexão e a sensibilidade humana. É justamente essa combinação entre conhecimento, criatividade e responsabilidade que pode tornar uma produção acadêmica – verdadeiramente – relevante e inovadora.
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