Entrevista com Débora Soares Karpowicz – Coordenadora de GT do CAEduca 2021

A entrevistada desta vez é Débora Soares Karpowicz

Débora Soares Karpowicz é Escritora, pesquisadora e educadora. Doutora, mestre e licenciada em História pela PUC-RS. Pedagoga e especialista em Educação à Distância. Pesquisadora com experiência em acervos internacionais (Portugal e França), realizou estágio doutoral na Universidade de Coimbra. Docente do Centro Universitário Uniasselvi e da Rede Jesuíta de Educação. 

Autora do livro CIGANOS: História, Identidade e Cultura, ganhador do prêmio FUMPROARTE (2016) e Edital FAC (2020). Integra o grupo de pesquisa Democracia, Gênero e Direitos Humanos e coordena o grupo de estudos Hands4education. É também Coordenadora do GT Educação e Direitos Humanos do CAEduca 2021.

1) Você foi selecionada para coordenar um dos Grupos de Trabalho do CAEduca. Nos conte um pouco como foi a sua trajetória acadêmica até esta seleção.

Sou educadora há 10 anos, no entanto minha dedicação à carreira acadêmica decolou em 2020, quando conheci o professor Felipe Asensi. Até então estava focada em minhas aulas e em algumas poucas publicações. Lancei meu primeiro livro sobre a História dos Ciganos, fruto da minha dissertação de mestrado e, após entrar no PPA foquei em publicações da minha tese e na temática de Educação e Direitos Humanos. 

2) O que mais lhe chamou atenção no CAEduca?

A temática sobre Diretos humanos e a pluralidade de mesas. Também a possibilidade de publicar em livro. Também por ser um evento totalmente virtual, facilitando o acesso e diminuindo os custos de viagens.

3) A temática do seu GT é fundamental para pensar a educação de maneira interdisciplinar. O que você concebe como principal desafio da temática?

O principal desafio da temática Educação e Direitos humanos é conseguir fazer com que educadores realmente deem significado ao conceito em sala de aula. Vemos muitas pesquisas acadêmicas voltadas para o tema, mas práticas pedagógicas significativas que tenham impacto real na vida dos discentes são raras. Por isso acredito que o maior desafio é a pesquisa acadêmica que gere impacto, que modifique as estruturas e a forma a pensar. É preciso viver o dia-a-dia aplicando os Direitos Humanos.

4) Bom, outros pessoas vão se espelhar em você para participarem das próximas iniciativas do CAEduca. Que dica final você daria para que possam produzir textos de qualidade e inovadores

A dica é 1% todos os dias. Aprendi com o professor Felipe. Não podemos deixar para escrever quando surge um evento, precisamos estar prontos para quando as oportunidades surgem, portanto escrevam todos os dias um pouquinho e tenham um planejamento para a carreira discente e/ou docente de vocês. Lembrem-se também que não basta somente publicar, é preciso ser lido e citado, portanto, a qualidade e a relevância do texto são de extrema importância. “Escrever é uma questão de honra! Todos os dias mais um pouco.” Estes são gatilhos mentais que ficam no mural em frente a minha mesa.

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